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	<title>Fiando Conversas &#187; mulheres</title>
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	<description>Puxe a cadeira e entre no papo.</description>
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		<title>Sobre feminismo, machismo e outros ismos&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 02:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Há alguns dias eu estava estacionando o meu carro em frente a uma loja de produtos agropecuários. Eu gosto dessa loja porque tem viveiros enormes com calopsitas na frente, o que geralmente me rende algumas risadas. Nesse dia não foi diferente: um cachorro estava passando pela rua e, curioso, resolveu colocar o focinho no viveiro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias eu estava estacionando o meu carro em frente a uma loja de produtos agropecuários. Eu gosto dessa loja porque tem viveiros enormes com calopsitas na frente, o que geralmente me rende algumas risadas. Nesse dia não foi diferente: um cachorro estava passando pela rua e, curioso, resolveu colocar o focinho no viveiro. Uma das calopsitas não teve dúvida: deu-lhe uma bicada no focinho e o pobre vira-lata saiu correndo pela rua.</p>
<p>Mal sabia eu que, como a calopsita e o cachorrinho, também estava sendo observada. Distraída pela cena, acabei encostando a roda do carro no meio-fio. Não que isso me incomode: carro é para ser usado, não para me usar. Era o que eu pensava&#8230;</p>
<p>Desci do carro e um senhor (que estava na porta da tal loja e eu nem tinha visto) olha para mim, muito sério, e diz &#8220;ih, seu marido vai ficar bravo com isso&#8221;. Me subiu o sangue: como assim &#8220;meu marido&#8221;? Para começo de conversa, a criatura nem me conhece para saber que nem casada sou. O carro é meu. A roda é minha. O que leva aquela criatura a pensar que, se eu estrago o MEU carro, o problema não é meu, é do meu MARIDO?</p>
<p>Eu tive que perguntar &#8220;Mas o carro é meu, porque outra pessoa ficaria brava com o que eu faço com ele?&#8221;. Ele, aparentemente constrangido, disse &#8220;ah, parabéns por ter o seu carro&#8221;. Claro, né? Porque trabalhar e ter o próprio carro é MUITA coisa para uma mulher, essas pobres coitadas que não tem condições de trabalhar-produzir-contribuir com a sociedade. Quando um ser nascido para ser boneca, troféu, enfeite e deleite masculino consegue ser algo além disso, merece congratulações, certo? Errado.</p>
<p>Há quem pense que ser feminista é ser &#8220;contrária&#8221; aos homens. Que ser feminista é só usar tênis-botina-camiseta-boné. Que ser feminina é abrir mão da maquiagem, da depilação, do esmalte. Nada mais distante da realidade. Ser feminista é usar maquiagem, botina, esmalte, jeans, camiseta, vestido, saia, salto, tênis ou fazer depilação SE e QUANDO quiser. Fazer isso para o próprio prazer, não para o outro. Ser feminista é ficar pasma quando alguém diz que, se a coelhinha da Playboy é assediada, bem-feito-pra-ela-quem-mandou-ser-biscate. E chiar. E, quando alegam que a máquina de lavar é a maior conquista da mulher moderna, lembrar da carteira de trabalho e do título de eleitor, como bem fez a <a href="http://marjorierodrigues.wordpress.com/2009/03/16/a-verdadeira-emancipacao-feminina/"> Marjorie</a>. É não aceitar que mulheres e homens ainda não estão no mesmo patamar no mercado de trabalho. É não aceitar quando uma reclamação feminina, ainda que genuína, seja &#8220;fruto de TPM&#8221;. É achar um absurdo os comentários sobre a roupa da senadora xis ou a plástica da ministra ipslon, no lugar dos comentários sobre o que elas realmente fazem. É enfurecer-se quando alguém te dá parabéns, porque você é mulher e escreve bem ou porque você é mulher e inteligente ou porque você, veja que coisa, <a href="http://rre.opsblog.org/2009/04/10/elegia-ao-meu-ipod-perdido/#comment-2782">é uma mulher que escreve sobre música</a>!</p>
<p>É assim que eu sou feminista. Quando eu reconheço em mim (e em todas as outras mulheres do mundo) direitos e deveres. As responsabilidades pelas próprias escolhas (tem coisa mais irritante que mulher reclamando de marido a três por quatro? tem coisa mais irritante que gente que só reclama?). A capacidade e a possibilidade de escolher ser o que bem quiser: professora, coelhinha, médica, dona de casa, astronauta, cantora, mãe em tempo integral ou engenheira. E, na medida em que a plenitude é possível, acreditar que uma mulher, para ser plena, se basta. Afinal, já passou muito da época do complexo de castração, minha gente.</p>
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