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	<title>Fiando Conversas &#187; guerra</title>
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		<title>Histórias de gente: A Guerra de Clara</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 17:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Em dezembro do ano passado, a Ediouro entrou em contato com as Luluzinhas e ofereceu alguns livros para que nós lêssemos e resenhássemos. Quando vi a lista de livros, imediatamente me interessei por &#8220;A Guerra de Clara&#8220;. Apesar de não ter nenhum laço familiar com o Holocausto, sempre me encantei pelas histórias de pessoas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em dezembro do ano passado, a <a href="http://www.ediouro.com.br">Ediouro</a> entrou em contato com as <a href="http://www.luluzinhacamp.com">Luluzinhas</a> e ofereceu alguns livros para que nós lêssemos e resenhássemos. Quando vi a lista de livros, imediatamente me interessei por &#8220;<a href="http://www.ediouro.com.br/aguerradeclara">A Guerra de Clara</a>&#8220;. Apesar de não ter nenhum laço familiar com o Holocausto, sempre me encantei pelas histórias de pessoas que vivem situações de guerra. Sofro junto com elas e fico mal por dias quando as coisas não acabam como eu gostaria.</p>
<p>Eu sabia que meu livro havia chegado em casa, mas estava passando férias na casa do namorado, em São Paulo. Tolinha, nem pensei em pedir que enviassem o livro para lá. E assim fui vendo as meninas comemorarem o recebimento dos livros e chupando os dedos, por não ter um livrinho novo sequer para ler (pausa para cara de cachorro caído da mudança).</p>
<p>Só &#8220;recebi&#8221; meu livro no começo de janeiro. Dos três que recebi, escolhi ler a Guerra de Clara primeiro. Bem que fiz. A história de Clara Kramer deu um tom de drama aos meus últimos dias de férias, mas não um drama de desespero. Pelo contrário, a esperança está sempre presente na história dessa menina judia, contada pela sobrevivente de 80 anos. Talvez porque, ao contrário do Diário de Anne Frank e do Diário de Zatla, A Guerra de Clara se baseia em um diário, mas foi escrito após o fim da guerra, quando as feridas já estavam um pouco cicatrizadas (me pergunto até que ponto feridas de guerra cicatrizam).</p>
<p>(Uma pequena curiosidade: no início, confundi Clara Kramer com Miep Gies, a holandesa que abrigou a família de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21842/diario+de+anne+frank,+o">Anne Frank</a> no subsolo de sua casa e guardou seu diário. Anne Frank, ao contrário de Clara, não sobreviveu ao holocausto, então ler seu diário é bastante doloroso. A história de Miep Gies está contada em <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/21240330/escritores+da+liberdade">Escritores da Liberdade</a>, um livro que virou filme, baseado na <a href="http://www.freedomwritersfoundation.org">história real</a> de uma professora de uma escola de periferia, que encontrou na escrita a chave para integrar seus alunos a uma comunidade que não lhes dava nenhum respaldo.)</p>
<p>Voltando a Clara Kramer, em vários momentos me peguei pensando em como eu agiria naquela situação. Esconder-se dos inimigos, em uma guerra, equivale a abrir mão do orgulho. Para a família de Clara, significou abrigar-se sob o solo de um conhecido anti-semita, beberrão, amigo de oficiais nazistas. Além disso, dividir um abrigo com outras famílias, com suas particularidades (e chatices).</p>
<p>Embora seja bem pesado, A Guerra de Clara é um livro gostoso de ler. Quando faltavam pouco mais de 60 páginas para o final, me enfiei numa madrugada de leitura, como fazia na minha adolescência. Fui dormir as cinco da manhã, mas feliz por saber que a menina havia sobrevivido e a guerra, terminado.</p>
<p>Um último comentário: é uma pena que a tradução e a revisão tenham deixado alguns lapsos de ortografia e continuidade. Enquanto não estava totalmente envolvida pela história, esses lapsos foram bastante irritantes. Uma história tão rica merecia um pouco mais de atenção nesse aspecto.</p>
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