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	<title>Fiando Conversas &#187; Feminismo</title>
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	<description>Puxe a cadeira e entre no papo.</description>
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		<title>Violência doméstica: até quando vai ser natural?</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 02:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, 25 de novembro, é Dia do Combate à Violência contra a Mulher. A gente tem que combater todos os dias, mas o dia 25 de novembro marca a luta e nos traz visibilidade. Eu escrevi esse texto há muito tempo, mas ele continua atual. Mas, antes de continuar a leitura, veja o filme:
 
 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Hoje, 25 de novembro, é Dia do Combate à Violência contra a Mulher. A gente tem que combater todos os dias, mas o dia 25 de novembro marca a luta e nos traz visibilidade. Eu escrevi esse texto há muito tempo, mas ele continua atual. Mas, antes de continuar a leitura, veja o filme:</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><em> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/BW30WslahMc?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/BW30WslahMc?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Cena 1 (vizinhas conversando):</p>
<blockquote style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 18px; font-style: italic; margin: 0px;">
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><em>- Aquela ali apanha do marido.<br />
- Mas também bate. Você viu que eles estavam os dois roxos ontem?<br />
- Pois é a vida: tem quem goste assim</em>.</p></blockquote>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Cena 2 (pai falando com o professor):</p>
<blockquote style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 18px; font-style: italic; margin: 0px;">
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><em>- Quando eu chegar em casa, a varinha vai comer.<br />
- Mas adianta?<br />
- Sempre adiantou. Semana passada ele apanhou, semana retrasada também. Só apanhando ele aprende.</em></p></blockquote>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Cena 3 (aluno em sala de aula):</p>
<blockquote style="padding-top: 0px; padding-right: 18px; padding-bottom: 0px; padding-left: 18px; font-style: italic; margin: 0px;">
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><em>- Mas sabe o que é, professora? Tem mulher que gosta de apanhar. A minha vizinha, por exemplo, se não apanha, não deixa o marido dormir. Eu que não vou me meter.</em></p>
</blockquote>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Das três cenas aí de cima, pelo menos uma eu presenciei nos últimos seis meses. As outras duas é bem possível que você tenha presenciado. E me assusta perceber o quanto a gente considera “normal” a violência que acontece dentro de casa.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Violência doméstica não é só dar tiro na mulher porque ela demorou no mercado. Aliás, violência não precisa ser física, pode ser psicológica. O filme espanhol <a style="text-decoration: none; color: #6c8c37;" href="http://www.imdb.com/title/tt0350193/" target="_blank">Te doy mis ojos</a> (<a style="text-decoration: none; color: #6c8c37;" title="Te doy mis ojos no Youtube." href="http://www.youtube.com/watch?v=jMrqcWesNBg" target="_blank">trailler</a>), de 2003, é uma ilustração bastante fiel do quanto a violência doméstica extrapola o limite da agressão física: uma pessoa cotidianamente agredida não consegue estabelecer vínculos afetivos. É uma pessoa que está condenada a não confiar: não confiar nos pais, não confiar no parceiro, não confiar no chefe, não confiar nos amigos. Se eu aprendo que a cada falha eu vou apanhar, que a cada mudança climática (ou derrota do time) eu vou tomar uns tapas, como eu vou estabelecer uma relação afetiva e não violenta com qualquer pessoa?</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Para compreender o fenômeno é importante mudar o foco. Sair do agredido e partir para o agressor. O que leva uma pessoa a se tornar um agressor? Agressores são formados com modelos de agressão. Crianças que crescem presenciando os pais se agredindo provavelmente acharão “normal” que um exerça esse poder violento sobre o outro: porque é mais forte, ganha mais ou é o responsável pela casa. Enquanto filhas de mulheres agredidas tenderão a naturalizar o “apanhar”, filhos de pais agressores tenderão para o “bater”. A aprendizagem se dá pelo modelo.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Já passou da hora de repensarmos (e tentarmos eliminar) as reações violentas que ocorrem dentro das nossas casas. Repensar nossas respostas às adversidades, nossa visão de mundo: será natural que “quem pode mais, bate e quem pode menos, apanha”? São esses os lugares que queremos ocupar em nossa relação com o mundo? Quais as conseqüências disso para a sociedade?</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;">Estabelecer um novo repertório de comportamentos, não violentos e baseados no afeto, na racionalidade e no respeito ao outro é trabalho para gerações. Mas isso não é justificativa para não darmos o primeiro passo.</p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px; margin: 0px;"><strong>Quer saber mais?</strong></p>
<ul style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 1.4em; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 18px; padding-left: 0px;">
<li><a style="text-decoration: none; color: #6c8c37;" href="http://www.usp.br/espacoaberto/arquivo/2005/espaco53mar/0capa.htm" target="_blank">Reagindo contra a violência: Espaço Aberto – USP</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #6c8c37;" href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=163&amp;sec=99" target="_blank">Violência Doméstica: PsiqWeb – Portal de Psiquiatria</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #6c8c37;" href="http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3452" target="_blank">A desigualdade de gênero e a violência contra a mulher à luz da Convenção Interamericana para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher: Jus Navigandi – Portal de Direito</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #6c8c37;" href="http://www.ipas.org.br/rhamas/violenciagen.html" target="_blank">Violência de gênero: Rhamas</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #6c8c37;" href="http://copodeleite.rits.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/capa_portal.shtml" target="_blank">Portal da Violência Contra a Mulher: Instituto Patricia Galvão</a></li>
<li><a style="text-decoration: none; color: #6c8c37;" href="http://www.cfemea.org.br/links/link.asp?IDArea=15" target="_blank">Violência contra a Mulher: CFEMEA</a></li>
</ul>
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		<title>Sobre feminismo, machismo e outros ismos&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 02:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carla</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
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		<category><![CDATA[escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns dias eu estava estacionando o meu carro em frente a uma loja de produtos agropecuários. Eu gosto dessa loja porque tem viveiros enormes com calopsitas na frente, o que geralmente me rende algumas risadas. Nesse dia não foi diferente: um cachorro estava passando pela rua e, curioso, resolveu colocar o focinho no viveiro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias eu estava estacionando o meu carro em frente a uma loja de produtos agropecuários. Eu gosto dessa loja porque tem viveiros enormes com calopsitas na frente, o que geralmente me rende algumas risadas. Nesse dia não foi diferente: um cachorro estava passando pela rua e, curioso, resolveu colocar o focinho no viveiro. Uma das calopsitas não teve dúvida: deu-lhe uma bicada no focinho e o pobre vira-lata saiu correndo pela rua.</p>
<p>Mal sabia eu que, como a calopsita e o cachorrinho, também estava sendo observada. Distraída pela cena, acabei encostando a roda do carro no meio-fio. Não que isso me incomode: carro é para ser usado, não para me usar. Era o que eu pensava&#8230;</p>
<p>Desci do carro e um senhor (que estava na porta da tal loja e eu nem tinha visto) olha para mim, muito sério, e diz &#8220;ih, seu marido vai ficar bravo com isso&#8221;. Me subiu o sangue: como assim &#8220;meu marido&#8221;? Para começo de conversa, a criatura nem me conhece para saber que nem casada sou. O carro é meu. A roda é minha. O que leva aquela criatura a pensar que, se eu estrago o MEU carro, o problema não é meu, é do meu MARIDO?</p>
<p>Eu tive que perguntar &#8220;Mas o carro é meu, porque outra pessoa ficaria brava com o que eu faço com ele?&#8221;. Ele, aparentemente constrangido, disse &#8220;ah, parabéns por ter o seu carro&#8221;. Claro, né? Porque trabalhar e ter o próprio carro é MUITA coisa para uma mulher, essas pobres coitadas que não tem condições de trabalhar-produzir-contribuir com a sociedade. Quando um ser nascido para ser boneca, troféu, enfeite e deleite masculino consegue ser algo além disso, merece congratulações, certo? Errado.</p>
<p>Há quem pense que ser feminista é ser &#8220;contrária&#8221; aos homens. Que ser feminista é só usar tênis-botina-camiseta-boné. Que ser feminina é abrir mão da maquiagem, da depilação, do esmalte. Nada mais distante da realidade. Ser feminista é usar maquiagem, botina, esmalte, jeans, camiseta, vestido, saia, salto, tênis ou fazer depilação SE e QUANDO quiser. Fazer isso para o próprio prazer, não para o outro. Ser feminista é ficar pasma quando alguém diz que, se a coelhinha da Playboy é assediada, bem-feito-pra-ela-quem-mandou-ser-biscate. E chiar. E, quando alegam que a máquina de lavar é a maior conquista da mulher moderna, lembrar da carteira de trabalho e do título de eleitor, como bem fez a <a href="http://marjorierodrigues.wordpress.com/2009/03/16/a-verdadeira-emancipacao-feminina/"> Marjorie</a>. É não aceitar que mulheres e homens ainda não estão no mesmo patamar no mercado de trabalho. É não aceitar quando uma reclamação feminina, ainda que genuína, seja &#8220;fruto de TPM&#8221;. É achar um absurdo os comentários sobre a roupa da senadora xis ou a plástica da ministra ipslon, no lugar dos comentários sobre o que elas realmente fazem. É enfurecer-se quando alguém te dá parabéns, porque você é mulher e escreve bem ou porque você é mulher e inteligente ou porque você, veja que coisa, <a href="http://rre.opsblog.org/2009/04/10/elegia-ao-meu-ipod-perdido/#comment-2782">é uma mulher que escreve sobre música</a>!</p>
<p>É assim que eu sou feminista. Quando eu reconheço em mim (e em todas as outras mulheres do mundo) direitos e deveres. As responsabilidades pelas próprias escolhas (tem coisa mais irritante que mulher reclamando de marido a três por quatro? tem coisa mais irritante que gente que só reclama?). A capacidade e a possibilidade de escolher ser o que bem quiser: professora, coelhinha, médica, dona de casa, astronauta, cantora, mãe em tempo integral ou engenheira. E, na medida em que a plenitude é possível, acreditar que uma mulher, para ser plena, se basta. Afinal, já passou muito da época do complexo de castração, minha gente.</p>
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