Eu (coração) Paraty
Posted in Viagem on 06/14/2009 07:34 pm by carlaA primeira vez em que estive em Paraty eu tinha dezesseis anos. Foi uma passada rápida: minha tia morava em Ubatuba e, numa viagem de verão, resolvemos passar o dia na cidade histórica. Foi o suficiente para deixar, em mim, a vontade de voltar para lá e ficar na cidade tempo suficiente para conhecer melhor aquelas ruas de pedra.
Vale dizer que Paraty é um daqueles destinos ótimos para uma viagem de clima incerto. Chova ou faça sol, há o que fazer na cidade. Sorte nossa, que pegamos sol apenas no primeiro dia. Sorte mesmo: um dia de sol passeando pela baía foi suficiente para garantir uma bela sapecada nas costas dos urbanóides branquelos.
No primeiro dia de chuva, aproveitamos o dia na cidade. Almoçamos no Paraty 33, tomamos sorvete de banana com nozes e chocolate (coisa-de-outro-mundo), demos voltinhas pela cidade, visitamos o Forte e ficamos de mãos dadas na praça. A noite, um mojito ótimo no não menos ótimo Che Bar e mais voltinhas para compras perdulárias (e bananas flambadas).
Ah, as bananas. Paraty é cidade de praia e a banana, junto com o pescado e o chuchu (juro!) são a base da sua culinária. Basta pedir o “prato caiçara” que você vai ver: arroz, feijão, pescada e chuchu. De sobremesa, banana flambada com sorvete. As férias que eu pedi a Deus!
E tem as cachoeiras. Na Estrada Real, no trecho que liga Paraty a Cunha, é possível visitar várias cachoeiras. Algumas em fazendas, com restaurantes próximos. Outras, próximas de alambiques, onde adultos degustam cachaça e crianças degustam melado. Eu, que me incluo nos dois grupos, comprei cachaça e melado!
Próxima a Paraty, fica Trindade. É uma vila com cara de comunidade alternativa. Praias de mar bravo, trilhas e uma piscina natural. Para chegar à piscina, você pode fazer uma trilha ou ir de barco. Escolhemos o barco, mas nem por isso foi um passeio com menos adrenalina! O ônibus entre Paraty e Trindade sai a cada hora (e é uma aventura).
Momento propaganda: escolhemos o Solar d’Alcina para ser o nosso teto em Paraty. A pousada é nova, tem poucos quartos, cuidadosamente decorados. Ar-condicionado, um bom chuveiro e uma varanda gostosa para animar o dia. Além disso, tem duas entradas: uma em frente ao Forte e a outra a 5 minutos de caminhada do centro histórico, perto da praia do pontal. Essa proximidade foi fundamental na nossa escolha, pois estávamos a pé. Não nos arrependemos e recomendamos fortemente!
Sim, estávamos a pé. Fomos de ônibus, saindo de São Paulo pela manhã e chegando em Paraty no começo da tarde. O ônibus é bastante confortável. Não sentimos falta de nada: para o passeio das cachoeiras pegamos uma toyota (um carro não faria aquelas trilhas). O passeio pelas ilhas foi feito de barco. O passeio para trindade, de ônibus de linha. No fim das contas, uma viagem tranquila, sem carro, sem preocupação com estacionamento, sem “seu creysson” incomodando. Poder voltar para “casa” a noite, a pé, ouvindo o barulho do mar é uma delícia.
Arte, artesanato, cultura, gastronomia. Cachoeira, trilha, serra, praia, mergulho. Igrejas e museus. Paraty, apesar de pequenina, tem atração para vários dias. E, nesses dias frios, dá uma saudade daquele calorzinho…
* Sim, eu roubei descaradamente o título do post da Lu Mastrorosa! Me perdoa, Lu?




June 14th, 2009 at 7:59 pm
Mais uma viagem inesquecível!
June 14th, 2009 at 11:26 pm
No início do ano, o Rodrigo queria me levar pra conhecer essas duas cidades, mas nos perdemos feio no caminho e acabamos desistindo.
Ainda quero conhecer!
Me diz duas coisas: -essa pousada aceita caninas?
-Quantos dias durou o passeio?
Bjos!
June 15th, 2009 at 12:10 am
@Lello: precisamos repetir, né?
@Ma: Acho que a pousada não deve aceitar caninas, mas manda um e-mail pra eles. Ficamos lá seis dias, contando os dois de deslocamento.
June 15th, 2009 at 12:47 am
Em julho tô lá pra FLIP, hehehe…
June 15th, 2009 at 1:54 pm
@Flavia : Ai, que inveja…
June 15th, 2009 at 2:55 pm
Claro que perdoo, querida! Vc tem carta branca na minha casa!
Bjsss